A Represa do Vossoroca


No domingo (15/03) decidi fazer um pedal até a Represa do Vossoroca. Acordei cedo e me preparei para sair, entretanto a bike estava com o pneu traseiro totalmente murcho. Após perder alguns minutos trocando de câmara parti para o pedal. O dia estava muito bonito, entretanto o calor estava forte. Cheguei ao Parque Náutico e a ZooRun estava finalizando, segui para a BR376 via Rua Joinville, logo já estava pedalando pela temida BR376. A rodovia em questão possui um acostamento bem ruim (ao menos até o início da concessão) e o movimento é frenético. Após passar o acesso ao Contorno Leste a rodovia ganha uma pista marginal, todavia trafegar por lá não se mostrou uma boa ideia, levei uma senhora buzinada de um "muriçoqueiro" estressado. Após o bairro São Marcos optei por utilizar o acostamento da 376, que apresenta uma significativa melhora após o Contorno Leste (porém muito distante da qualidade do acostamento da BR277). Achei o trecho bem monótono, a paisagem é repetitiva e há uma sucessão de subidas e descidas. O calor ainda estava aceitável, mas o vento a favor "mascarava" a temperatura escaldante. Depois de passar por alguns bairros mais afastados de São José dos Pinhais, vi uma placa azul bem distante, pedalei com mais afinco e pude ler: Pedágio a 2KM. 


 
Após mais uma subida estava na praça de pedágio, de lá é possível ter uma ótima visão da Serra do Mar. Decidi fazer uma parada para comer e beber muita água. Vi, pelo Strava, que já havia pedalado 31 KM, ainda estava cheio de energia para chegar a Vossoroca. 




Montei na bike e segui rumo a represa, após o pedágio a topografia da região fica mais montanhosa. Fortes subidas e descidas, acostamento cada vez mais estreito e forte trafego de caminhões deixam a 376 ainda mais assustadora. Depois de pedalar cerca de 10KM cheguei ao acesso a Tijucas do Sul, fiz mais uma parada em um antigo posto da Polícia Rodoviária, que atualmente está totalmente abandonado e depredado. 




Aproveitei para fazer uma consulta no Google Maps, a Vossoroca estava a cerca de 5KM. Renovado pela perspectiva de chegada a represa, pedalei mais motivado e pensei que em minutos estaria no meu destino. Todavia, as subidas se mostraram mais fortes ainda, ao menos tais subidas eram seguidas de grandes descidas. Depois de muito pedalar cheguei a Represa do Vossoroca. 






Devido a falta de chuvas a represa apresentava um nível bem baixo, um cenário bem triste. Parei para registrar algumas fotos, mas o local é muito perigoso, a velocidade que carros e caminhões passam é assustadora. Decidi pedalar até o próximo retorno, uma vez que já estava bem cansado e o objetivo do pedal havia sido alcançado. Após uma forte subida, com um acostamento extremamente estreito, fiz o retorno e parei novamente para fotografar. Do lado da pista com sentido a Curitiba era possível observar como o nível da represa estava baixo, sendo possível ver toda a estrutura dos trapiches e uma água de aspecto barrento. 




  
Fiz uma parada rápida no Posto da Polícia Ambiental, tomei bastante água e me preparei para o retorno. Aí começou a dificuldade do pedal, como a adrenalina já havia baixado, todo o calor e cansaço chegaram de uma única vez. O relógio marcava 11h e o calor era árduo, me hidratei e comecei o retorno. As subidas eram mais fortes no retorno, o esforço era enorme para "escalar", o calor intensificava a dificuldade. 


 
Chegar novamente no pedágio exigiu um esforço hercúleo, mal acreditei quando vi as cabines do pedágio no horizonte. Decidi descansar um pouco no SAU da Autopista Litoral Sul, o local conta com uma excelente estrutura para os usuários da rodovia. Com energias renovadas segui rumo a Curitiba, o descanso foi benéfico pois o rendimento melhorou significativamente. Depois de muitos quilômetros cheguei novamente no Parque Náutico. Foram mais de 100 quilômetros de pedal, muito cansativo e tenso.   



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