A Estrada da Graciosa - A primeira tentativa





Sábado (22/02/2020) tentei fazer a descida da Estrada da Graciosa de bicicleta. Há muito tempo quero realizar tal feito, é um grande desafio para um ciclista iniciante como eu. Um mês atrás realizei um pedal até a Ponte do Arco em Quatro Barras, tive um ótimo desempenho, o que me encorajou a enfrentar maiores distâncias. Pois bem, os itens que levei para o pedal foram os seguintes: 

Alimentação
  • caramanhola de 800ml;
  • 6 barrinhas (um exagero);
  • 2 isotônicos;
  • 1 energético,
  • 1 banana
  • 1 maça 


Ferramentas 
  • Jogo de chaves Allen;
  • Chave de Corrente;
  • Powerlink;
  • 2 câmaras;
  • Remendos e cola;
  • Gancheira;
  • Espátulas;
  • Bomba;
  • Cabo de aço reserva;
  • Adaptador para válvula presta
A mochila não se mostrou uma boa escolha

Para levar tudo isso optei por fazer uso de uma mochila (o que me arrependi muito), pois antes do passeio só tinha aquela minúscula bolsa de selim. Levantei às 5h e só consegui sair às 6h. Estava bem frio, decidi ir de moletom (isso também iria ser mais um peso para carregar). Segui rumo a BR-277, sentido praias, devido ao feriadão de Carnaval o movimento de veículos era intenso. 

Movimento constante de veículos na BR277

Segui pelo Contorno Leste rumo a Avenida Dom Pedro II, mais conhecida como Caminhos Históricos da Serra. O tempo estava nublado e parecia que a qualquer momento iria chover, mas minha vontade de descer a Graciosa me mantinha firme em meu propósito. O Contorno Leste possui um acostamento bem conservado, mas o trafego constante de caminhões faz com que você tenha de ficar 100% do tempo atento. Infelizmente tive um momento de desatenção, fui tentar modificar a inclinação do bar end e acabei saindo do acostamento e com o susto freei e acabei caindo. Um tombo bobo, coisa de principiante. Me enchi de capim seco, mas não me machuquei. Entretanto o selim ficou torto com a queda, tive que fazer muita força para recoloca-lo em uma posição que desse para pedalar. Não desanimei, depois de cerca de 45 minutos de pedalada cheguei à saída para a Avenida Dom Pedro II, logo o barulho constante dos caminhões ficou para trás e deu lugar ao canto dos pássaros. É um trecho longo e sinuoso, com descidas e subidas constantes. Logo cheguei a Igreja Bom Jesus da Campininha, um local muito tranquilo e silencioso. Após passar pela Ponte do Arco e o Oratório Anjo da Guarda, uma garoa fina começou a ganhar força.



Não demorou e a garoa virou chuva. Fiquei decepcionado, pois tinha certeza que com tais condições a decida da Estrada da Graciosa não seria aconselhável. Mas mesmo com condições climáticas adversas decidi como meta chegar ao Recanto Engenheiro Lacerda. Passei pela entrada do acesso a um trecho da Estrada da Graciosa original, logo cheguei ao Chaminé da Serra - Morada do Silêncio, a garoa parou e comecei a ficar esperançoso de que o tempo iria mudar, porém foi apenas ilusão. A chuva ganhou mais força ainda, mas segui em frente. Nem acreditei quando vi que estava chegando ao fim da Avenida Dom Pedro II, decidi fazer uma parada para comer e esticar as pernas. O meu selim não estava apenas torto, mas o parafuso que prende o carrinho estava totalmente solto. Fiquei feliz em saber que havia trazido minhas ferramentas, com o auxílio de uma chave allen fixei o selim, agora ele estava firme, porém torto. Subi na bicicleta novamente e rumei ao Recanto Engenheiro Lacerda, o movimento na PR-410 era grande devido ao feriadão de Carnaval. A chuva ganhou um reforço: uma névoa densa, muito densa. Continuei pedalando, mas com muito receio devido à falta de visibilidade. Os carros passavam muito perto e a subida era muito forte. Quase acabei passando a entrada do Recanto Engenheiro Lacerda, tamanha era a neblina. Ali tive certeza que teria de deixar a descida para uma próxima oportunidade.










Fiquei poucos minutos descansando e já dei início ao retorno para casa. Sem toda aquela ansiedade o pedal ficou bem mais prazeroso. Pude aproveitar cada detalhe da Avenida Dom Pedro II e curtir a paz em meio a natureza. 







O retorno foi bem cansativo, a Avenida Dom Pedro II é linda, mas a absurda sequencia de curvas a torna bem maçante. Chegou um momento em que comecei a ficar desanimado. Confesso que fiquei feliz por chegar ao Contorno Leste. A partir dai o pedal se tornou mais dinâmico e logo cheguei ao SAU da Autopista Litoral Sul.


Recarregando as energias no SAU 


Em poucos minutos cheguei em casa. Pela primeira vez pedalei mais de 100 quilômetros no mesmo dia, foi gratificante, mas fiquei decepcionado por não ter conseguido descer a graciosa. Mas se Deus quiser terei novas oportunidades. 

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